X-Men - Nº 97 (Janeiro)

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Avaliação - X-Men - Nº 97

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X-Men - Nº 97 (Janeiro)

Mensagem  leonardobento em Seg Jan 11 2010, 14:18



O clima de tensão e ódio racial aumenta ainda mais em São Francisco quando os X-Men tornam sua base um refúgio seguro para mutantes e ex-mutantes. Enquanto isso, Fera encontra o último cientista para o seu Clube X, mas o recrutamento não é tão simples quanto parecia. E a chocante revelação de que um dos Jovens X-Men não é mutante!

(Uncanny X-Men 506 e 507, Young X-Men 7, X-Men: Divided We Stand 1)

Revista mensal, formato americano, 100 páginas, papel Pisa-brite, R$ 7,95, distribuição nacional

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Re: X-Men - Nº 97 (Janeiro)

Mensagem  leonardobento em Ter Jan 12 2010, 10:35

Uncanny: Colossus se recuperando, mas não foi em grande estilo não. Parece que tudo se desenvolveu muito rápido, sem uma criação mais elaborada. A primeira página da história - de que eu realmente não lembrava - será importante para daqui a umas 10 edições... o Fraction, nesse ponto, soube soltar uma ideia que será desenvolvida depois. A parte do X-Club foi um pouco divertida, mas não empolga. Eles só empolgarão quando tiverem uma edição dedicada só para o grupo, daqui a uns meses. Magneto está de volta também!

Divided: Gosto de histórias descompromissadas. A do Nezhno foi a melhor - com desenhos lindos. Não gosto muito da arte do Young, mas ele se encaixa com o Anole. Legal ver a raiva do Satânico e o discurso do Magneto sobre o amor que Julian tem pelos X-Men.

A mancada da Panini foi que o Anole já voltou na edição passada de Young, o que demonstra que publicar Divided foi uma decisão repensada, graças aos nossos pedidos. Caso contrário, não sairia.

Young: o arco continua melhor do que o anterior e foi bem construída a sequencia de diversos diálogos que levaram até a constatação final: o Tatuado não é mutante, mas seu tatuador sim.

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Re: X-Men - Nº 97 (Janeiro)

Mensagem  destrutorx em Qui Jan 14 2010, 14:56

Edição muito boa. Uncanny mantém o nivel tanto em roteiro quanto em desenhos. Dá gosto de ler.

As histórias de Divided We stand tb foram legais. Curti bastante a do Satânico. Tava sentindo falta dele já.

Young continua não me agradando e é o ponto fraco da revista.
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Re: X-Men - Nº 97 (Janeiro)

Mensagem  destrutorx em Qui Jan 14 2010, 14:56

Parece que o retorno da Illyanna vai ser publicado em Marvel Especial e não em X-Men
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Re: X-Men - Nº 97 (Janeiro)

Mensagem  leonardobento em Qui Jan 14 2010, 16:58

destrutorx escreveu:Parece que o retorno da Illyanna vai ser publicado em Marvel Especial e não em X-Men

Isso mesmo. X-Infernus em Marvel Especial 17.

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Re: X-Men - Nº 97 (Janeiro)

Mensagem  leonardobento em Seg Jan 18 2010, 20:11

Marvel 616 escreveu:

Fabulosos X-Men: Revelações



A mudança da base dos X-men para São Francisco a principio parecia uma boa idéia, já que a cidade sempre conhecida por receber os mais diferentes e discriminados de braços abertos. Contudo, quando a questão envolve mutantes, sempre as coisas ficam bastante complicadas. Há pouco, um descendente dos Trask fez declarações ferrenhas acusando que a chacina acontecida no Alasca recentemente de fato foi obra dos Homo superior. Fora isso, os X-men ainda tem que lidar com alguns outros problemas. Fera e Anjo estão reunindo uma equipe cientifica para resolver a questão da extinção da espécie. Já Pior, o Colossus, está se metendo no submundo da cidade afim de acertar contos com um velho inimigo do passado. Tudo isso que vimos na edição passada, parece ter uma conclusão nesta edição 97 de X-men.

As primeiras páginas desta continuação mostram Emma Frost sofrendo uma espécie de ataque mental simbólico. Ela acorda sobressaltada e descobre que se trata de um sonho, mas estaria ela vendo algo de dentro da sua cabeça ou na de seu marido?



A próxima cena é em Oakland. Colossus está servindo como capanga disfarçado do mutante russo mafioso que assombrara sua família no passado. Junto com outros, ele abre um container dentro do porto local e tem uma surpresa de revirar o estomago. Pelo visto, aquele vilão está contrabandeando jovens russas para serem usadas como escravas sexuais no Novo Mundo. Por instinto, Colossus transforma sua pele em metal e espanca os demais bandidos. Seu disfarce foi estragado, mas ao menos as jovens estão a salvo.



De volta as indústrias Graymalkin, no Condado Marin, atual base dos X-men, Ciclope faz uma pequena reunião para discutir o que fazer mediante as acusações de Trask. Isso certamente pressionara a criação de leis antimutantes em alguns Estados, porém Scott garantiu que a prefeita de São Francisco ainda os apóia.

A reunião repentinamente é interrompida. Fada chama a todos e avisa que há refugiados nos portões da base. Eles dizem que são ex-mutantes ou parentes deles. Pedem abrigo e, mesmo sem ter estrutura pra tal, Ciclope resolve abrir as portas. É nessa hora que chega Colossus e as vítimas russas. Ele pede para Scott as receberem, pois o resto é problema que ele quer resolver sozinho.

Então, seguimos para outro cenário. A ilha Kunashir, no Japão, é o próximo ponto de parada de Fera e sua nova equipe científica. Eles estão buscando o último integrante, o Dr. Yuriko Takiguchi, dado como morto alguns anos atrás. De cara, são recepcionados por sistemas de segurança biologicamente engenhados. Ou seja, monstros criados pela mão do doutor para proteger o lugar.



Mesmo diante do interesse em estudar como tais monstros foram criados, o momento é de sobreviver. Dr. Nêmesis, Madinson, Fera e Anjo partem para o ataque contra os caranguejos gigantes, mas logo percebem que há muitos. É impossível derrotar todos. Assim, correm para a fortaleza próxima e lá encontram quem procuravam, o Dr. Takiguchi.

Anjo e Fera se apresentam e fazem sua convocação. Contudo, Yuriko os alerta que por pensarem ser russos, havia ativado a sequencia de autodestruição da base. E ela é nada mais, nada menos que um gigantesco largato aquático tal qual o lendário Godzilla. A frase do Dr. Nêmesis certamente resume tudo ali... “Só pode ser brincadeira”.



Sob orientação de Ciclope para agir da maneira mais discreta possível, Colossus parte em sua missão para vingar as pobres mulheres russas exiladas. Contudo, ele vai ser obrigado a contar com uma ajuda inesperada. Emma Frost, aparentemente solidária a questão das moças, pede para ir com o mutante de aço orgânico e quebrar umas caras. E é abrindo literalmente um buraco na parede no distrito Richmond que eles chegam até o esconderijo dos bandidos.



Na parte seguinte, duas histórias parecem dividir sequencias bem similares de ação. Enquanto Colossus e Emma Frost estão jogando pesado contra os mafiosos russos, a equipe científica dos mutantes estão se esforçando o máximo para sobreviver ao mostro japonês. E para tal, o Anjo acaba tendo que abruptamente revelar seu mais novo segredo na frente de todos – tornar-se o Arcanjo.

Hank McCoy o olha absorto. Primeiro, sem acreeditar no que vê. Depois, demandando explicações. Worrington III alça vôo e pede para as respostas ficarem para depois. Seu ataque a criatura é imediato e letal.



Já no esconderijo russo, Colossus e Emma não tem a mínima dificuldade em derrotar a gangue. A última luta, no entanto, fica entre Piotr e o outro mutante russo. Após garrafadas, balas e socos, Rasputin consegue derrotá-lo e obriga o vilão a usar seu dom mutante de capaz de conhecer o medo das pessoas modelando-o em sua tatuagem. Emma tenta impedi-lo, mas Piotr está seguro do que quer.

Então, o vilão russo abre sua camisa e em seu tórax é possível ver muitas lembranças da desaparecida Kitty Pryde desenhada. O que ele vê é “perda”, uma “perda inimaginável. Então, Colossus o larga e se entrega finalmente ao choro. Nos braços de Emma, lamenta a dor que sente.



No Japão, após a derrota do Godzilla, finalmente o “Clube X” organizado pelo Fera já pode voltar pra casa. Contudo, McCoy não parece nada satisfeito com o que acabou de descobrir sobre seu amigo, o Anjo. Ele passa friamente pelo colega e esbarra em seu ombro. É o fim da missão.

Segue, então uma série de epílogos fechando algumas pontas e então abrindo outras.
O primeiro mostra Piotr voltando para a loja de tatuagem. Receosa, a tatuadora o alerta de que ficara muito brava se ele quebrar sua terceira máquina. Colossus apenas diz que está pronto e ela faz seu serviço. Em seu peitoral, estará agora sempre o nome de Katya.

Já Ciclope tem mais uma reunião com a prefeita da cidade. Apesar de ter dado apoio absoluto a Scott, desta vez, ela parece preocupada. Os movimentos racistas só aumentaram nos últimos tempos e para piorar, aos olhos dos outros, parece que os X-men de Ciclope estão criando uma verdadeira milícia no Condado Martin. Scott a corrige e para surpresa fala que não se trata de uma milícia, mas sim de um exército.

Um terceiro epílogo nos traz um surpreendente encontro entre Emma Frost e Sebastian Shaw na prisão da base dos X-men. Para entender realmente como Shaw foi parar ali, só lendo a edição de fevereiro dos mutantes. Por hora, o que sabemos é que Emma o prendeu e têm algo relacionado entre os dois e o príncipe Namor. Seria isso alguma coisa ligada aquela reunião final da Cabala depois da Invasão Secreta?



Por fim, a equipe cientifica finalmente chega na base. Fera tenta mais uma vez obter respostas sobre a situação de seu amigo, o Anjo, mas sem sucesso. Nem Scott está presente e nem Emma pode atendê-lo. Assim, ele encontra o anjo a noite, mas Worrington apenas alça vôo e diz que não pode falar nada sobre isso com ele. Desculpa-se e some.



A parte final nos traz agora para um ex-mutante que teve pouca evidência no ano passado. Magneto está de volta e em associação com o fabuloso geneticista conhecido como Alto Evolucionário. Num experimento que envolveu até mesmo a morte de um celestial, eles tentam reativar os poderes de Magneto. E, pelo sorriso de Erik no final, é quase certo que possamos dizer que Magneto voltou...



E assim, temos o encerramento deste arco trazendo a reunião de Matt Fraction, Terry Dodson e sua esposa Rachel na criação desta duas últimas edições. Estas são as histórias mais fascinantes dos Fabulosos X-men nos últimos anos. Ao que parece, o roteirista acertou a mão em criar esse “clube X” e certamente muito mais coisa há de vir com essas discussões de desconfiança entre Anjo e Fera, assim como entre Emma e Ciclope.

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Re: X-Men - Nº 97 (Janeiro)

Mensagem  leonardobento em Seg Jan 25 2010, 16:29

Marvel 616 escreveu:

Jovens X-Men: Um gato entre os pombos (ou um humano entre os mutantes)

Quando os Jovens X-Men foram reunidos, Pedreira observou que havia uma falha com sua unidade “Cerebrex”, feita pra localizar mutantes, já que na sala havia seis mutantes mas o equipamento só detectava cinco. Como vimos algumas edições depois, o “Ciclope” que reuniu o grupo era, na verdade, Donald Pierce disfarçado. Mistério solucionado, certo? Errado...



Quem prestou atenção nesta cena algumas edições atrás notou que, na verdade, havia sete pessoas na sala, o sétimo elemento sendo o misterioso Jonas Graymalkin, que só agora começa a se adaptar à vida em sociedade e aos dias de hoje (mas já está até usando gírias, como “tipo” e “doidão”). Isto deixa os Jovens X-Men preocupados em descobrirem quem não é o mutante na equipe.

Mas vida de X-Men (mesmo jovem) não deixa muito tempo livre, e a equipe – agora sem Olhos Vendados e o falecido Lobinho, mas com a entrada de Anole – é levada por seus mentores Mancha Solar e Danielle Moonstar para resgatar 56 pedreiros desaparecidos numa ilha de um amigo de Beto. Sempre otimista, ele tem certeza que os pedreiros não estão mais vivos, enquanto Dani tenta manter as esperanças.

Mesmo durante a missão, as especulações continuam. Pedreira comenta com Pó que, segundo Fera, Graymalkin é certamente um mutante, o que elimina um suspeito. Que por sua vez, ficou com os X-Men em São Francisco, para análise; Emma Frost diz que o rapaz não é louco, mas passou por algum trauma. Ela pede autorização para sondar sua mente. Ele nega o pedido.



Enquanto isso, Santo parece ter certeza que o humano entre os jovens mutantes é o Tatuado, mais um motivo para pegar no pé do colega. Isto chama a atenção de Danielle, e ao separar a equipe para procurar os pedreiros, ela faz questão de que Pedreira seja seu parceiro. Ela conversa com o jovem sobre a perseguição que ele tem feito ao Tatuado, e deixa no ar a pergunta: e se o próprio Santo for o não mutante?

Em outro canto, Anole conversa com Mancha Solar sobre o período de Roberto como Lorde Imperial do Clube do Inferno, deixando claro que voltou para a equipe contra a vontade e não quer se aliar a quem passou para “o lado negro da Força”. Beto garante que não se tornou um mutante maligno e reconhece que sua breve estadia no Clube do Inferno foi um erro, mas não há muito tempo pra conversas: monstros gigantes surgem e começam a atacar os Jovens X-Men em duas frentes.

Dani e Beto deduzem que os monstros são “anticorpos” da própria ilha, uma ilha viva da mesma espécie da falecida Krakoa. No caso da ilha atual, fica claro que os treinamentos na Sala de Perigo prepararam os Jovens X-Men e os ex-Novos Mutantes para esse tipo de confronto, com a equipe vencendo os monstros sem grande dificuldade exceto por um deles, que avista Tatuado e não faz nada, deixando que o jovem sozinho resgata os pedreiros ainda vivos .



Após a missão, Santo revela que não confia no Tatuado por ele ter trabalhado para Donald Pierce, e o culpa pela morte do Lobinho, mas Moonstar o lembra de que outros X-Men já foram vilões no passado, e que ninguém tem como saber se Nicholas teria sobrevivido se Eric não tivesse feito o que fez. Ela finalmente revela a identidade do humano da equipe; por sua vez, Soraya se consulta com Pierce, o qual não só sabe que ela quer saber quem na equipe não é mutante, mas que ela torce para ser esta pessoa. Ela explica que não liga se é mutante, mas gostaria de não ser mais parte dos X-Men, depois das mortes que testemunhou e da descoberta (mantida em segredo entre ela e Pierce) de que está morrendo.

Finalmente, Pierce revela a verdade para Pó: ele a localizou exatamente porque ela é mutante; o não mutante da equipe é o Tatuado, e, exatamente por isso, ele teve facilidade no resgate dos pedreiros já que a nova Krakoa, tal como a antiga, só ataca mutantes. Mas se ele não é mutante, de onde vêm seus poderes? E como Pierce o localizou? Acontece que o rapaz cheio de tatuagens não é mutante... Mas seu tatuador é.



Como Tatuado vai reagir quando souber a verdade? E o que isso muda no seu convívio com seus colegas? E por que Soraya está morrendo? As próximas edições trarão as respostas... espero.

ps. Título inspirado no romance policial Um gato entre os pombos, de Agatha Christie

Fernando


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Re: X-Men - Nº 97 (Janeiro)

Mensagem  leonardobento em Qui Jan 28 2010, 17:18

Marvel 616 escreveu:

X-Men: Divididos Lutaremos - No Direction Home

Ao trágico fim da saga Complexo de Messias, os X-Men foram debandados pelo líder Ciclope e seus integrantes seguiram rumos diferentes. Está achando o assunto um pouco ultrapassado? E com razão. Graças a um vacilo da Panini, a série de histórias especiais que mostra o destino de alguns mutantes após o fim dos X-Men não chegou aqui no momento cronológico devido, sendo que apenas a primeira delas, protagonizada pelo Míssil, deu as caras meses atrás. Mesmo perdendo um pouco do impacto que teriam no momento certo, mais destes breves contos chegam a nós. Em X-Men 97, temos três deles, protagonizados por diferentes integrantes de um dos maiores acertos da história recente dos Filhos do Átomo: os Novos X-Men. Confira abaixo.



Lar
(Escrita por Craig Kyle e Chris Yost e ilustrada por Sana Takeda)

Nehzno, que até três dias atrás era aluno do Instituto Xavier, está voltando para casa, em seu país natal, Wakanda, acompanhado da rainha da nação e sua companheira de equipe nos X-Men, a Tempestade. Em seus pensamentos, ele conta que as condições na escola eram inaceitáveis, seus colegas eram desorganizados e caóticos, enquanto ele precisa de ordem. Seu dever era representar seu país adequadamente, mas os X-Men quase o destruíram com sua insanidade. Ele quase morreu no instituto, e ainda pode morrer agora. Mas pelo menos estará cercado por seu próprio povo.

O rei T’Challa, também conhecido como Pantera Negra, o recebe em praça pública. O jovem agradece, meio sem jeito, pelo transporte, e o soberano explica que ele está sob custódia da família real, e é responsabilidade dele – afirmando ainda que o país estava incompleto sem ele. T’Challa precisa ordenar que o povo saúde o recém-chegado, e diz a Nehzno que é difícil mudar velhos costumes, mas que ele é wakandano aos olhos do rei.



Em seguida, o médico do Pantera Negra examina o jovem mutante, e conta que sua situação piorou durante a estada fora do país (lembrando que a força de Nehzno aumenta constantemente, além do que seu corpo pode suportar, o que provavelmente lhe dará uma morte prematura). O mutante conta que aprendeu técnicas de meditação e controle com os X-Men, mas foi forçado a usar seus poderes em situações críticas. Segundo o doutor, que diz que o pai russo de Nehzno não o ajudou em nada lhe transmitindo o gene mutante, ele precisará de mais tatuagens.

Enquanto tais tatuagens são feitas, Nehzno explica que esta é uma técnica antiga usada para eliminar espasmos e sintomas similares, onde vibranium puro é aplicado à pele. Normalmente é temporário, mas sua mutação funde o metal a sua epiderme e músculos, o que o xamã acredita ser um sinal divido. Esta é a única coisa que consegue conter sua força, mas até isso está começando a falhar.



O tempo passa, e a solidão proporcionada por seu povo o ajuda a manter o controle de seu corpo e mente. Enquanto senta à mesa de um restaurante, a primeira pessoa a falar com Nehzno desde que chegou ali é uma criança, um menino que quer entender o porquê dele estar pintado daquele jeito. Mas a mãe do garoto logo ordena do outro lado da rua que este volte para ela imediatamente. Ao obedecer, ele fica na rota de um caminhão em alta velocidade. Nehzno o salva, e a mãe ordena que ele solte seu filho. O mutante logo percebe que aquela também é sua mãe. Ela apenas diz que ele não deveria ter voltado, e que nem o menino que acabara de conhecer nem ela são nada dele.

Sentado na varanda, à noite, o jovem explica que os Homo superior são conhecidos e aceitos em Wakanda, ao contrário dos estrangeiros. Por seu pai ter vindo de outro lugar, Nehzno nunca será aceito por seus compatriotas, nem mesmo por sua mãe. Já aqueles que o aceitaram e queriam sua presença, seus colegas da Mansão Xavier, foram rejeitados por ele, que agora sente falta de suas interrupções e assuntos inúteis. Mas os X-Men não existem mais, e ele está ali... em casa.



Se Enturmando
(Escrita e ilustrada por Skottie Young)

Enquanto um mutante corre em alta velocidade e comunica a Scott Summers que está quase chegando a seu destino, o narrador conta como é engraçado o que é dito aos pais de jovens mutantes pelos representantes do Instituto X quando lhes mostram o panfleto da escola, usando adjetivos como “talentoso”, “especial” e “extraordinário” para descrever os filhos deles, deixando-os mais tranqüilos com a complicada situação de serem pais de jovens Homo superior, que agora poderão estudar e viver em uma escola tão bela e gratuita. Então, você se vê morando na lendária Mansão Xavier, onde te fazem acreditar que você será um deles, que faz diferença e que todos estão sendo treinados para serem iguais. As palavras “desvantagem”, “perigoso” e “dispensável” parecem mais adequadas ao nosso protagonista, quando ele relembra que metade de seus colegas foi morta, a outra metade passou uma temporada literal no Inferno e, quem sobrou, foi caçado pelo que define como um tipo de rinoceronte cromado e um exército saído de O Código Da Vinci. Depois disso, os X-Men acabam, subitamente. Seu líder é tão centrado em si mesmo que decidiu acabar com tudo, achando que seria mais fácil para estes jovens voltarem para casa...



Com a imagem acima, Anole nos é revelado como o autor do monólogo que narra a história, e o Estrela Polar como aquele que corria a seu encontro. O canadense não é bem-recebido, quando Victor relembra seu último encontro, quando foi atacado pelo zumbificado ex-professor. Jean-Paul explica que, após os três meses passados desde o fim da equipe, seus colegas estão preocupados com a falta de notícias sobre Anole, e por isso foi enviado ali. Ele ainda tenta se aproximar com piadinhas sobre um suposto envolvimento amoroso do jovem com o Pedreira, mas Victor não está para brincadeiras, e não quer ser procurado por ninguém, afirmando que, mesmo se alguém voltar ali atrás dele, será em vão, pois está de partida. Para onde ele iria com dezesseis anos de idade é o que o Estrela Polar questiona, tentando confortar o jovem com típicos conselhos sobre a dificuldade em fazer parte de minorias, sendo que os dois, além de mutantes, ainda são gays.

Mas não se trata de nada disso, Anole explica, ele é aceito como é ali. Todos se alegraram com sua volta, quase organizando em desfile em praça pública. Problema não são os outros, é ele mesmo. Dizendo que Jean-Paul e os demais não fazem idéia do que está errado, Victor conta que chegou pretensioso na escola de sua cidade, como aqueles caipiras poderiam competir com alguém que andava com X-Men? Mas logo se abateu, notando que estava atrasado nos estudos. Afinal, sua escola passava metade do ano sendo reconstruída após explosões e ataques.

Seus pais logo começaram a agir como se ele nunca tivesse partido, como uma família feliz e normal. Numa excelente cena em flashback, o pai de Victor se despede da família, a caminho do trabalho, e acaba deixando sua caneca de café cair no chão. Ao ouvir o barulho inesperado, o filho salta instintivamente, de forma agressiva, e o estrangula contra a parede, se desculpando de um jeito assustado em seguida.



Anole explica ao Estrela Polar que não é mais o filho de que eles se lembravam. Quando saiu dali, era mutante, mas agora ele é diferente. E aí está o que os X-Men não entendem: eles eram, e são, crianças. Deveriam estar fazendo o que as pessoas de sua idade fazem, não enfrentando o demônio em pessoa. O grupo de heróis tirou a “normalidade” deles, e eles deixaram, por não conhecerem as implicações do que faziam, devido justamente à inocência da idade. Eles eram crianças que adoravam os X-Men, e eles os acolheram, modificaram, transformando no que precisavam e dispensaram no fim de tudo. Victor simplesmente não pertence mais àquele lugar.

Jean-Paul pergunta sobre a casa na árvore em que se encontram, e Victor conta que aquele é o primeiro lugar onde seus pais o procurarão, quando perceberem que sumiu. Quando era criança e fingia ser um x-man, aquela era sua Mansão X. Ironizando o fato de as coisas não serem como vemos na infância, Anole se despede do Estrela Polar com um violento golpe no rosto e o manda dizer a todos para que fiquem longe, pois está cheio de cada um deles. O que ele deixa para trás é um lagarto de pelúcia com um bilhete aos pais onde diz apenas que sente muito e os ama.



Afiliação
(Escrita por Chris Yost e desenhada por David LaFuente)

Sentado à mesa de um café, Julian Keller, o Satânico, conta a um interlocutor misterioso que não existem mais X-Men, e que o nascimento da primeira mutante após o Dia M devera trazer esperança, mas só jogou tudo no inferno. Seu grupo, os alunos, foi atrás dos Purificadores, sob pretexto de salvar a bebê, mas todos sabiam que estavam ali por vingança. Eles lutaram as batalhas dos X-Men, e ele pagou caro por isso, relembrando os graves ferimentos que sofreu graças à Lady Letal, na referida missão. Ferimento responsável pelo estado de coma do qual só saiu depois de resolvida a situação da messias, acordando em um quarto de hotel, onde Emma Frost o aguardava com a bombástica notícia sobre o fim da equipe. Chocado, ele pergunta sobre o paradeiro de alguns dos seus amigos, que ele crê que não o abandonariam. Mas Frost apenas o põe para dormir e desaparece.



Depois disso, foi procurar seus pais, algo que o grupo e Ciclope provavelmente já havia feito. Eles venderam a casa e desapareceram, preferindo isto a aceitar o filho de volta. Seu hotel e despesas estão garantidos pelo dinheiro do Anjo, mas sua vida foi jogada fora, os X-Men o abandonaram. Sendo assim, “pro inferno com eles” é a resolução de Julian.

Então, o Satânico conta ao homem que sempre soube que eles estava por aí em algum lugar, observando, e que voltaria em algum momento. Por isso, resolveu procurar. Ele afirma que os heróis cometeram um grande erro, pois ele é agora um dos mutantes mais poderosos do planeta, e aquele com quem conversa precisa de seu poder, precisa dele.

Mas o homem com quem fala, ninguém menos que Magneto, lhe explica que não é bem assim. Ele compara Julian a seu filho, em sua arrogância e desespero por aprovação. Só que não foi o Satânico quem o encontrou, e Erik explica que não é pai dele, e nem é mais um professor. Keller se enfurece, dizendo que Magneto deve é estar assustado, agora que é só um velhote sem poderes. Agora que ouviu a opinião do jovem, o antigo Mestre do Magnetismo dá a sua própria opinião.



Em sua visão, tudo o que Julian penso que fosse acabou. O que lhe resta agora é o fato de que, um dia, foi x-man. Todos à sua volta morreram ou o abandonaram. Sua crenças foram abaladas, e os X-Men falharam com ele. Então, ele foi atrás de Magneto, o maior inimigo do grupo. Keller ama tanto a equipe de Xavier que, devido à decepção sofrida, quer feri-los. Mas Lensherr não vai usá-lo ou matá-lo, pois ele é um dos poucos mutantes que restam. Ele finaliza afirmando que Ciclope deu um presente ao jovem: tempo. Que ele deve aproveitar, pois, em breve, os Homo superior voltarão a entrar em guerra, e esta guerra os consumirá...



Por enquanto, é só. A grande surpresa aqui foi a qualidade do texto de Skottie Young, que eu só conhecia como desenhista e que, neste caso isolado, chegou a me agradar mais que o de Kyle e Yost, pela temática crítica e realista de sua história. Fora que é sempre bom para nós, fãs dos Novos X-Men, vê-los nas mãos daqueles que os consagraram. Agora, é torcer para a nossa editora compatriota finalizar a série de especiais. Só posso dizer que ainda restam histórias com protagonistas promissores e até surpreendentes e que, mesmo curtas, estão longe de serem inúteis. O erro cronológico já foi cometido, agora é esperar para que seja ao menos remendado. Como dizem, antes tarde do que nunca.

*Título do artigo baseado no do documentário No Direction Home, de Martin Scorcese, e nos versos de Bob Dylan, tema de tal documentário.

Léo


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