X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

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Avaliação - X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

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X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

Mensagem  leonardobento em Ter Fev 02 2010, 12:48

Sinopse: Qual a relação de Namor, o Príncipe Submarino e Emma Frost, a Rainha Branca dos X-Men? E qual e envolvimento de Sebastian Shaw e o Clube do Inferno com os dois? E quais as conseqüências dessa rede de relacionamentos no Reinado Sombrio? Os Jovens X-Men decidem o que fazer com o Tatuado.
(Uncanny X-Men Annual 2, Young X-Men 8, X-Men: Divided We Stand 1 e 2)
Revista mensal, formato americano, 100 páginas, papel Pisa-brite, R$ 7,95, distribuição nacional

Spoiler:





















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Re: X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

Mensagem  leonardobento em Sex Fev 05 2010, 15:16

Uncanny: Meu, a Panini traduz Dark Reign como Reinado Sombrio e no título do anual como Reino Sombrio. Vai entender! Emma Frost e seus mistérios - será que o Scott é corno? Gosto dessa aliança entre Namor e Emma, mas só da aliança, não do casal. A Emma está começando a botar as asinhas de fora e, como o passado dela não é nada memorável, isso pode ser preocupante.

P.S.: A Panini parece ter adotado a nova ortografia em suas traduções, mas "bem-vindo" não deve ser grafado "benvindo" agora? Ou é opcional usar hífen ou não quando a segunda palavra começar com consoante (que não seja H) se o prefixo for "bem"?

No Novo Acordo, extraí:
4º) Emprega-se o hífen nos compostos com os advérbios bem e mal, quando estes formam com o elemento que se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica e tal elemento começa por vogal ou h. No entanto, o advérbio bem, ao contrário de mal, pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante. Eis alguns exemplos das várias situações: bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado; bem-criado (cf. malcriado), bem-ditoso (cf. malditoso), bem-falante (cf malfalante), bem-mandado (cf. malmandado). bem-nascido (cf. malnascido) , bem-soante (cf. malsoante), bem-visto (cf. malvisto).

Divided:
Noturno/Caçador de Escalpos: desenhos horríveis, mas a história é legal. Não dava para imaginar que "um clone do clone do clone" faria tantas reflexões. Não o vejo porquê ele ter medo de ser caçado, se, afinal, ele é o caçador. Contudo, estando Noturno lá para pegá-lo, ele estava correto o tempo todo... agora, por que o Noturno iria querer matá-lo? Não é algo que o Kurt faria.

Fera: gostei dos desenhos, o Fera está muito bem retratado. Achei um desperdício perder todos aqueles anos de pesquisa. Legal eles lembrarem da Martha. História muito bem escrita pelo Carey.

Destrutor: ainda bem que saiu antes de KingBreaker, pois Alex conseguiu se libertar na mini e nessa historinha de Divided ele ainda está preso. Muito cruel da parte do Vulcano torturar o Destrutor com o que se passa na Terra.

Forge: essa história deveria ter saído antes de Astonishing começar e agora já teremos o fim do arco com ele em X-Men Extra. Nessa historinha aqui, vemos ele enlouquecendo aos poucos, o que vai dar motivo para o que acontece em Astonishing. A história é ainda anterior à série do Cable, pois temos a explicação de que foi ali que Bishop conseguiu seu braço robótico.

Jovens X-Men: Legal a contextualização do Culto do Inferno nessas histórias. Gostei dos desenhos do brasileiro Rafa Sandoval. Melhores do que o do Paquette. O Anole deu em cima do Graymalkin... coitado. Temos uma nova Cifra na parada. Nos States, um Y diferencia a Cifra do Cifra (Doug). Em português, ficaram com o mesmo codinome.

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Re: X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

Mensagem  Ultimate_Avenger em Qui Fev 11 2010, 12:27

Uncanny X-Men Anual: apesar do grande deslize cronológico, que sucitou imenso debate no Panini, gostei muito da história. Bem feita, repleta de conspirações e segredos, nos oferece uma aliança inesperada e um final aterrador, bem como um insight na mente da Rainha Branca como há muito era preciso. As artes de Mitch Breiwester e Daniel Acuña casam muito bem com o tom da obra e são estilizadas e bem-feitas. Esta edição também tem por mérito resgatar algo que a maioria dos leitores ignoram: a filiação de Norman Osborn e Tony Stark ao Clube do Inferno, mencionada pela última vez há muito tempo.

Divided We Stand: boas histórias, cada uma cumprindo seu propósito.

Jovens X-Men: menos ilegível, mas ainda sim insatisfatório. A arte de Rafa Sandoval colabora.

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Re: X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

Mensagem  leonardobento em Qui Fev 11 2010, 12:52

E o seu voto é?

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Re: X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

Mensagem  Ultimate_Avenger em Qui Fev 11 2010, 13:35

leonardobento escreveu:E o seu voto é?
Muito boa, esqueci de votar de novo hehehe...

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Re: X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

Mensagem  DanReztek em Sex Fev 12 2010, 12:46

Legal, não sabia que o Rafa Sandoval é brasileiro, gosto bastante dos desenhos dele. Tirada a dúvida sobre o codinome "Cifra", fica a dúvida sobre o que será feito se no futuro os dois xarás interagirem.
Não voto porque não li ainda a edição brasileira e das histórias publicadas nela só li a de Young X-Men #8, que eu achei legal.
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Re: X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

Mensagem  leonardobento em Sex Fev 12 2010, 14:00

DanReztek escreveu:Legal, não sabia que o Rafa Sandoval é brasileiro, gosto bastante dos desenhos dele. Tirada a dúvida sobre o codinome "Cifra", fica a dúvida sobre o que será feito se no futuro os dois xarás interagirem.
Não voto porque não li ainda a edição brasileira e das histórias publicadas nela só li a de Young X-Men #8, que eu achei legal.

Mas o Cifra tá morto!

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Já que no Brasil não chegou Necrosha

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Re: X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

Mensagem  Piotr em Sab Fev 13 2010, 13:54

Cara, se não colocarem a outra parte do didvided we stand, ninguém vai entender que

Spoiler:
o graymalkin é gay e faz part com o largato
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Re: X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

Mensagem  leonardobento em Sab Fev 13 2010, 15:49

Piotr escreveu:Cara, se não colocarem a outra parte do didvided we stand, ninguém vai entender que

Spoiler:
o graymalkin é gay e faz part com o largato

Que outra parte? Falta apenas a história da Faisca para completar Divided.

A história do Greymalkin foi em Manifest Destiny.

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Re: X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

Mensagem  Piotr em Ter Fev 16 2010, 20:38

Milhões de desculpas, hahaha
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Re: X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

Mensagem  leonardobento em Dom Fev 21 2010, 19:57

Marvel 616 escreveu:

Fabulosos X-Men: Rainha Branca, Reinado Sombrio*


Muito mais que a morte da Vespa e a derrota dos Skrulls, a inesperada reunião organizada por Norman Osborn foi certamente uma das cenas mais comentadas entre os leitores. De todos os presentes, no entanto, certamente Emma Frost, ex-Rainha Branca do círculo interno do Clube do Inferno, foi a presença mais polêmica ali. Estaria ela mais uma vez jogando duplo e se aliando aqueles vilões? E que relação há entre ela e Namor, o príncipe submarino, também presente na reunião? Bem, tudo isso e algo mais é revelado na edição 98 de X-Men.

Um imenso transporte em forma de caixa é levado por agentes da SHIELD (agência com os dias contados) até um lugar desconhecido dos Oceanos. Lá, as portas são abertas e um homem surge. É Namor, que se aproxima da escotilha, observa o mar, os pássaros voando ao redor e salta. Ele estava em casa mais uma vez.



Então, o tempo retorna alguns anos. O cenário é uma festa no popular Clube do Inferno. Sebastian Shaw, Selene e Emma estão aparentemente apenas recepcionando os convidados. Na verdade, numa conversa telepática, descobrimos que o trio está caçando um rei branco digno para seu círculo interno.

Lá, está Tony Stark, ainda um playboy irresponsável, sempre cortejando uma bela mulher, mas Shaw o dispensa. Eles não precisam de dinheiro, mas sim de nobreza. Norman Osborn também dá as caras, mas Sebastian também afasta o convencido empresário dali na base da força, ouvindo promessas de uma ascensão serem lançados no ar. E então, chamando atenção de todos, surge Namor. E o príncipe submarino é justamente o que Sebastian Shaw precisa para ser seu Rei Branco, por isso foi convidado.



Sempre orgulhoso, o Príncipe Submarino a principio desdenha da reunião promovida por Shaw. Contudo, um interesse repentino pela Rainha Branca o faz mudar de idéia. Mesmo reclamando de estar entre "macacos", a presença daquela beldade certamente deixará o tal encontro interessante.



Então, o tempo avança para o presente, e vislumbramos a reunião da Cabala organizada por Norman Osborn no começo do seu Reinado Sombrio. Como vimos no artigo publicado pelo João, Emma e Namor pareciam não se conhecer, mas tudo não passou de fingimento do príncipe submarino a fim de protegê-la em ambiente tão hostil.

Os dois trocam cortejos e a suspeita de que algo mais tenha acontecido no passado entre eles aumenta. Assim como ele, Emma veio até ali por curiosidade, tentar ver se essa nova gerência de Norman poderia mesmo favorecê-la. Como bem lembra a Namor, ela sabe lidar muito bem com tubarões desde cedo.



Assim, voltamos mais uma vez ao passado. Na reunião promovida por Shaw é feito o convite para o príncipe submarino se juntar ao seu círculo como novo Rei Branco. Namor, no entanto, recusa a proposta. Ele sequer aceita ser considerado um mutante. Afirma já ser muito poderoso, senhor de 70% do planeta, afinal.

Shaw não aceita muito bem a recusa. Bate na mesa e xinga a arrogância do atlante. Então, ele se volta para Emma e diz que ela terá que ajudá-lo a convencer Namor a se aliar a eles. Ela fará isso custe o que custar. Shaw chega até a jogar na cara de que tudo o que Emma tem até hoje é por conta dele. Ela fará o que mandar.



No presente, Emma já se encontra em um hotel em Nova York. Falado com Scott pelo telefone, avisa que não voltará hoje para casa. Continua ocultando o motivo da visita, e desculpa-se dizendo que tem assuntos familiares para tratar e, então, desliga o telefone. Descendo para a entrada do hotel, dá de cara com uma limusine, e lá encontra o seu velho conhecido.

Namor, escorado confortavelmente nos bancos do veículo, a recebe sorridente. Emma faz charme e diz que ele não conseguirá nada no primeiro encontro. Namor retruca dizendo que aquele não é o primeiro encontro dos dois.



E isso remete mais uma vez ao passado no qual os dois se conheceram no Clube do Inferno. Emma está em alto mar no sul da China e entra em contato telepático com Namor. A moça está com um peso atado aos seus pés e se joga nas profundezas do oceano. Em seus pensamentos, lamenta por pensar que Namor havia se interessado por ela, mas como não foi mais procurá-la, pensa em se matar.

Numa velocidade sobrehumana, Namor chega no local e a salva. Seus lábios se fecham num beijo, ao mesmo tempo em que ele lhe dá oxigênio para seu suprimento. Emma conseguiu seu intento.



Contudo, lá fora, no mundo da superfície, Sebastian Shaw se irrita com o sumiço de duas semanas de sua rainha. Invade o quarto da moça e rouba uma escova cheia de seus fios de cabelo. Então, o Rei Negro vai até Donald Pierce e pede que ele use a fonte de DNA para rastrear a moça e sua "companhia".

Não demora mais que algumas horas para que Sentinelas apareçam nas profundezas de Atlântida caçando Emma e qualquer um com o gene mutante. Os robôs gigantes causam uma destruição grande na cidade submersa. Namor responde na mesma ira e acusa Emma de tê-lo traído. Frost, no entanto, diz ser tão vítima quanto ele. Sentinelas são caçadores de mutantes de uma forma geral e a presença deles ali só indica que apesar de se sentir algo maior que isso, o rei dos mares é um mutante como ela.

Namor trata o ataque como ato de guerra. E como tal, haverá retaliação.



No presente, já em um restaurante guardado por agentes do MARTELO, Emma oferece a cabeça de Shaw a Namor como prova de sua aliança com o atlante. A cabeça do homem que ele nunca conseguiu pegar. Além de proteger sua mente em qualquer reunião da Cabala.

Em troca, Namor oferta uma ajuda irresoluta dos atlantes ao povo mutante, mesmo contra Osborn, que em algum momento irá atrás deles. Emma sorri e diz que imaginava que Namor iria preferir em troca sua presença na cama. O príncipe submarino prova telepaticamente que não precisa desse tipo de acordo, pois não tem dúvida que os dois ainda serão amantes novamente.

No passado, a primeira tentativa de vingança contra Shaw. Alguns cientistas atlantes conseguiram decifrar o local de origem dos Sentinelas. Namor e Emma vão até lá e se surpreendem ao saber que o Rei Negro estava por detrás de tudo, com a ajuda de Pierce. Emma está ainda mais supresa e decepcionada com Shaw, mas nada pode fazer.

Um briga entre o Rei Negro e o Príncipe dos Mares se inicia e é difícil prever um vencedor. Shaw explica seus planos, dizendo que já que era inevitável a criação dos robôs, ao menos que ele conseguisse tirar algum proveito financeiro disto. Assim, antes que Emma pudesse retaliar, Selene entra em ação e ataca psiquicamente a Rainha Branca.

Emma acaba inconsciente e forçada a esquecer de tudo o que aconteceu ali. Shaw ameaça fazer o mesmo com Namor e adverte que com a proteção telepática que tem, o Príncipe dos Mares não nunca conseguiria se aproximar dele. Namor jura vingança, mesmo que esta tarde a chegar. Shaw responde que acabou sim, e que todos irão queimar no fogo do inferno no final.



Assim, sabemos as motivações de Namor contra Shaw. Emma voltou a lembrar de tudo depois de enfrentar a Fênix e quase morrer e a vingança final se aproxima. Em uma filial do clube ela contata telepaticamente Shaw para um encontro. Ele nunca resiste a algo tão sedutor, segundo a moça.

Então, Emma pede para Namor se esconder atrás de um falso espelho. Lá, o Príncipe dos Mares vê o encontro da Rainha e do Rei. Emma Frost puxa uma espada presa próxima a cadeira onde Shaw está sentado e corta sua cabeça como dito. Namor se surpreende com a atitude da moça e diz apenas seu clássico jargão - Imperius Rex.

Cumprindo o acordo, Namor oferta sua lealdade aos mutantes, como se fossem seu povo. Emma afirma que na verdade, eles são de fato. Então, Namor tenta seduzi-lo, o que ela recusa. Então, o Príncipe Submarino se despede da loira e deixa o lugar.



Neste momento, o truque é revelado aos leitores. A cabeça numa bandeja se revela uma abóbora. Shaw volta a aparecer vivo sentado numa cadeira. Sua voz está de volta, mas ele continua cego e imobilizado. Tudo isso foi sugestionado por Emma com sua telepatia e assim ela conseguiu o que queria sem derramar sangue algum.

Emma desembainha sua espada e diz que Shaw ficará fora de ação e sob sua custódia por um bom tempo. Em seus pensamentos, ela contacta Scott, o líder dos X-Men. Ela está voltando para São Francisco com Shaw como prisioneiro, acusado de crimes contra a raça mutante. Emma demonstra que finalmente está pronta para ser uma rainha em um mundo mudado e sombrio.



Assim, encerra-se essa história, originalmente contida numa anual dos Fabulosos X-Men e escrita por Matt Fraction. Os desenhos ficaram por conta de Mitch Breitweiser no presente e Daniel Acuña no passado. Um pouco de luz é colocado no passado da Emma, que certamente tem muito mais segredos ainda a serem revelados. Resta saber o que isso desencadeará no futuro, principalmente em relação a sua parceria cm Scott.


Coveiro

*Edição de texto e imagens: João.


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Re: X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

Mensagem  leonardobento em Seg Fev 22 2010, 12:15

Marvel 616 escreveu:

Jovens X-Men: Os novos (falsos) mutantes

Eric Gitter, também conhecido como o Tatuado dos Jovens X-Men, não anda em sua melhor fase: não bastasse a antipatia de alguns colegas de equipe, que não confiam nele por sua antiga traição, ele acabou de descobrir que não é mutante. E o que um adolescente faz pra esfriar a cabeça e se livrar das frustrações? Arranja confusão, claro!



Se bem que, no caso do Tatuado, é a confusão que arranjou ele, na forma de membros remanescentes do Culto do Inferno. Depois que Ciclope contou a verdade sobre seus poderes e sobre seu tatuador, Gitter decidiu abandonar o grupo e pensar na vida, quando foi atacado pelos criminosos querendo espancar mais um mutante. Só depois de dar uma surra nos inimigos é que Eric revela não ser mutante.

Mesmo desfalcados, os Jovens X-Men não podem parar: com um tatuador mutante que confere poderes a terceiros à solta, é preciso saber se esses poderes não estão caindo em mãos erradas. Santo estranha que Leon Nuñez, o tatuador, não constasse na lista dos 198 mutantes, mas Moonstar explica que alguns mutantes mantiveram seus poderes escondidos da sociedade. Tirando a ausência do Tatuado, tudo anda como sempre: Pedreira e Anole se provocando, Pó tentando manter concentração na missão, e o novato Graymalkin falando sozinho. Ou não, já que ele tenta convencer seu “amigo invisível” a se revelar.

No estabelecimento de Nuñez, Danielle e Roberto tentam descobrir em quantas e quais pessoas o tatuador fez suas “supertatuagens”, mas ele se recusa a cooperar. Mas Pó e Anole se infiltram no local com seus poderes e descobrem que Nuñez tinha contato com Julio Rodriguez, que resgatou seu irmão da cadeia com uma supertatuagem de bomba no punho. Mas Victor não parece muito feliz com os X-Men espionando outras pessoas.



Como a foto de Julio fazia parte de um folheto anunciando um campo de paintball, que Pó descobre estar abandonado, os Jovens X-Men deduzem que os irmãos Rodriguez estão escondidos nesse campo e decidem prendê-los. Anole diz para o Graymalkin que ele pode ficar fora da missão se quiser, mas o mutante de pele cinzenta diz que os Graymalkins não fogem do perigo. Então tá.

O grupo entra em confronto contra os Rodriguez e seus amigos, todos possuindo supertatuagens. Ao saberem que se trata dos X-Men, os “supertatuados” se definem como os Y-Men, como uma nova geração de mutantes – exceto que eles não são realmente mutantes. Os criminosos se mostram adversários perigosos, inclusive atingindo Moonstar com uma bala, e apenas por estarem em desvantagem numérica são vencidos.

Ou não? Quando a batalha parece estar a favor dos X-Men, uma verdadeira multidão de Y-Men cerca os heróis. Tatuado poderia ajudar os X-Men, mas estava ocupado demais enchendo a cara, espancando o Culto do Inferno e revelando que não é mutante. É quando uma voz o lembra que, mutante ou não, ele ainda é um x-man e sua equipe está em perigo. A voz vem de uma bela adolescente negra, que ao que parece é a “amiga invisível” que Graymalkin aconselhou a se revelar mais cedo. Uma jovem que nada tem a ver com o falecido Douglas Ramsey, mas por algum motivo compartilha seu codinome. Uma jovem chamada Cifra.



Muitas perguntas ficam no ar. Qual é a de Nuñez e os “Y-Men”? Tatuado decidirá – e conseguirá – ajudar seus ex-colegas a tempo? E quanto à Cifra, quem é essa jovem, por que usa o uniforme dos X-Men, e onde estava este tempo todo? As respostas devem vir na próxima edição... espero.

Fernando


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Re: X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

Mensagem  Joao Roberto da Costa em Qua Fev 24 2010, 21:47

Bom, fabulosos x-men foi interessante nada que me fizesse vibrar, na verdade achei bastante comum, gostei da inclusão do Namor na história, gosto do Principe submarino, também gostei da artimanha da Emma para conseguir a cooperação de Namor.
Divididos lutaremos, gostei da hsitória do Noturno e do Caçador de escalpos, as outras foram razoaveis, fora a do Forge que foi ruim mesmo.
Jovens X-men, nossa é complicado, gosto dos desenhos, mas não há desenho que supere roteiro ruim.
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Re: X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

Mensagem  leonardobento em Ter Mar 02 2010, 08:59

Marvel 616 escreveu:

X-Men: Divididos Lutaremos – Religando



A série de histórias curtas que mostra o destino de alguns mutantes após o fim dos X-Men, na saga Complexo de Messias, continua em X-Men 98, onde personagens mais clássicos e consagrados ganham foco. Vamos logo a elas, porque a coisa está boa.

Migas
(Escrita por Matt Fraction e desenhada por Jamie McKelvie)

Em algum lugar no deserto norte-americano, num trailer com a inscrição “Seja correto perante Deus” em um de seus lados, um homem vestido como padre aguarda um prato cozinhado pelo dono do estabelecimento. No monólogo que narra a história, um deles conta que aquele é um lugar onde nem um cão iria para morrer; o tipo de lugar que seu pai chamava de “cidade-cigarro”, já que ele nem mesmo terminava um cigarro na distância entre os semáforos que marcam a entrada e a saída da cidade. E deve ter visto muitas dessas, já que morreu com câncer de pulmão.



Já sua mãe, cozinhava “migas” para eles, um sinônimo de migalhas: os restos de comida dos patrões dela, que misturava e adicionava algum tempero secreto. O homem conta que faz quatro semanas desde que os X-Men acabaram, quatro infernais semanas onde tem vivido como fugitivo e temido até a própria sombra. Ele é um criminoso, clone do clone do clone de um assassino frio e calculista, e nada o assusta mais do que pensar que os pupilos de Xavier estão por aí, o caçando. Somando esta afirmação ao visual dos dois homens, fica claro que o cozinheiro é John Greycrow, o Caçador de Escalpos.

Servido por ele, o padre elogia seu dom e pergunta qual é sua arte ali, já que tem comido aquele prato todos os dias, e o gosto de hoje é incrivelmente parecido com os dos dias anteriores. Enquanto Greycrow relembra que, há um tempo atrás, o rasgaria no meio por importunar, o homem continua o raciocínio. Ele fala de Walter Benjamin, crítico literário que escreveu o ensaio “A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica”. Ele se preocupava em como a produção em massa afetaria a “aura” da arte. Ver a foto da Mona Lisa em uma revista é o mesmo que ver a obra original no Louvre? Copiar a arte muda sua essência artística?

John mataria num segundo este que define como “boiola tarado por arte”, mas tudo que faz é dizer duas palavras em espanhol: “No comprendo”. Naquela noite, ele confessa ainda estar irritado com o padre, e toma precauções extras, pois acredita que seus perseguidores estão por toda a parte. Ele não acredita no fim dos X-Men, mas sim que eles estão lá fora, em algum lugar, o procurando.



No dia seguinte, lá estão os dois novamente. Greycrow cozinha migas para o padre, que continua falando do trabalho de Walter Benjamin. Ele lê um trecho que afirma que, quando se faz inúmeras réplicas, essa pluralidade de cópias é substituída por uma única existência. Sobre a questão geral, o padre conclui que não há resposta. Exceto aquela que encontrou naquele balcão, comendo um prato de migas. Ele descobriu como encontrar arte na obra da seguinte forma: é seu costume procurar Deus nas coisas, divindade. Não importa quantas vezes seja feito ou o fato de que o sabor parece nunca mudar ao longo dos dias, sua alma reconhece a divindade. É possível encontrar arte no artifício se a procurarmos por intermédio do Senhor, ele diz. O irritado cozinheiro não muda sua resposta do dia anterior e, quando o cliente revela falar espanhol, ele decide que precisa sair daquele fim de mundo ainda hoje.

À noite, ele faz as malas e conta que está acostumado com a vida de nômade e sua mochila está sempre pronta para sair em cinco minutos, bastando escolher quais armas e camisetas levar. Mas ele é interrompido pelo x-man Noturno, que o ataca violentamente e questiona, em espanhol, se o vilão o compreende agora. Sim, o padre era mesmo Kurt Wagner em seu indutor de imagens, como os leitores devem ter desconfiado desde o princípio. Livrando-se sem problema das investidas do Caçador de Escalpos, Kurt conta que, embora essa fosse a intenção inicial, não está ali para matá-lo, e pergunta se ele é correto perante Deus.



Apesar de toda a morte e destruição já causadas por ele, Noturno imagina que talvez sim, pois ele não tem culpa, já que é uma cópia da cópia da cópia. Não foi criado com arte, mas reprodução mecânica, como um objeto desalmado. A morte como castigo não significa nada para alguém assim, pois logo surgiriam outros com o mesmo vazio no lugar de sua alma, sua arte, seu Deus. Kurt o pede que aprenda algo: pelo resto de seus dias, e dos dias daqueles que os substituírem, o perdoa de todos os pecados. Assim, ele terá a graça divina.

Finalizando, o mutante alemão conta que Walter Benjamin se suicidou enquanto fugia dos nazistas que o perseguiam devido a sua condição de judeu. Ele diz que, um dia, eles não serão mais caçados ou desprezados. Haverá milhões de mutantes no futuro, e talvez milhões de cópias de Greycrow tentando assassiná-los. Ele o perdoará todas as vezes.

Em mais um dia trabalhando em seu trailer, o Caçador de Escalpos, usando um crucifixo num cordão, pensa consigo que Noturno poderia tê-lo matado, e não entende por que não o fez. Nem um cachorro iria ali para morrer, nem o demônio iria ali para matar alguém. Vai ver, ele gostou mesmo de sua comida, ele conclui.



Apagar das Luzes
(Escrita por Mike Carey e desenhada por Scot Eaton)

“Eu já te amei. Por isso, achei melhor vir me despedir”. Pensando nestas palavras, o Dr. Henry McCoy chega, de carona com Wolverine, ao devastado Instituto Xavier para Estudos Avançados. Como o que pretende fazer ali pode demorar, ele dispensa o amigo, que parte pedindo para que o Fera não se afaste, e recebe uma amigável piada sobre cortes de cabelo como resposta. Sozinho, Hank adentra a propriedade, contemplando a devastação daquele lugar que haviam mantido como um abrigo seguro, sobrevivendo a todo tipo de coisa ao longo do tempo.

Ele desce ao subsolo e todo tipo de aparato eletrônico se ativa. O doutor olha para toda a desordem e se pergunta por onde começar, mas logo percebe a resposta e começa pela destruição, que é sempre o mais fácil a fazer. Hank examina a quase uma década de registros de alunos, que chama de “milagres medidos, dissecados e descritos cuidadosamente” (inclusive, o autor está bem inspirado nesta história e manda muito bem em algumas descrições e definições desse tipo ao longo dela). Talvez ainda haja um lugar como aquele um dia, e talvez Henry faça parte dele, mas ninguém tem o direito de ver os segredos dos jovens que perderam suas vidas ali expostos. E estes são os arquivos incinerados, que o Fera espalha ao vento, orando ao Deus de Newton e Einstein pela alma de Charles Xavier.



Depois, ele banca o faxineiro e aprecia o absurdo de se ver ajoelhado em ruínas, catando lixo em um lugar bombardeado. Mas ele o faz porque existem pequenos fragmentos de Sentinelas por toda a escola, sementes de pesadelos futuros que não podem germinar. O próximo passo é escavar até seu quarto, de onde pouco sobrou, mas, como de costume, o trivial é o mais importante. E como sua vida já foi apagada uma vez, o que resta dela é preciosíssimo para ele, mesmo que algumas vezes suas aspirações tenham sido banais ou grotescas. Ou limitadas àqueles providos de polegares opositores, ele conclui enquanto segura os restos do violão que podia tocar antes de assumir sua forma felina atual.

Mais uma vez no laboratório, Hank agora cuida do que deve ser preservado, como o antígeno do Vírus Legado. Depois de seis horas transcrevendo seu genoma, ele o envia para cinco cientistas de ética profissional confiável. Aconteça o que acontecer com ele, a cura não será perdida. Feito isso, só há mais um item na lista de McCoy, que ele cumpre facilmente, resgatando Martha Johansson, a Não-Garota, que ainda se encontrava por ali. Fera a comunica que estão de mudança, provavelmente para algum lugar de clima agradável.



No caminho da saída, ele passa pelo bloco onde ficavam as salas de aula, confessando que é difícil passar por ali sem relembrar o que foi um dia. Há memórias de prazer e dor impregnadas em cada centímetro quadrado. Hank para quando chega à inutilizada Sala de Perigo, que foi uma baixa inicial, não parte da grande devastação. Ele sente falta dali, mas de repente percebe que, de certa forma, a mansão inteira é uma Sala de Perigo agora. Sendo assim, larga Martha e a bagagem por um momento e extravasa com alguns pulos e piruetas aéreas ao longo do lugar.

Está feito, ele se despediu. Fechou a última caixa e a última porta. Luzes desligadas e cadeiras organizadamente empilhadas sobre a mesa. Pendurando novamente no portão a placa de “proibida a entrada”, o Fera finaliza dizendo que amanhã é outro dia, embora saiba de antemão que ele nunca vem.



O Buraco
(Escrita por Andy Schmidt e ilustrada pelo extraordinário Frazer Irving)

O planeta se chama Kr’kn e fica tão longe que ele nem sabe se pertence ao Império Shiar. Ele está ali há semanas, ou meses, mas não sabe ao certo, já que é difícil marcar o tempo no fundo do mar. Pelo que sabe, eles se encontram há quase trinta quilômetro abaixo da superfície, o que é três vezes mais profundo que a Depressão Mariana, ponto mais fundo do planeta Terra, vivendo na escassez de comida e luz, em isolamento total, desde que seu irmão Vulcano derrotou sua equipe e passou a governar um império intergaláctico. Ele só pensava em matá-lo, mas agora mal consegue pensar. Não deveria estar ali, ser comandante de um batalhão ou sequer soldado. Deveria estar nas montanhas do Arizona, onde estudou... mas quem se lembra de tanto tempo atrás?

É fácil para ele identificar Raza e Chod, pois gritam alto. A dor abafada de Lorna que é insuportável. Ela sabe que a intenção do inimigo é fazer ele a ouvir gritar, destruí-lo por dentro. E sempre dá certo. Seu nome é Alex Summers, ele já foi o Destrutor dos X-Men. Mas não mais. Hoje, ele não é nada além de um fracasso. Longe da fonte de seus poderes, não há o que possa fazer para proteger ou ajudar Polaris. Ele a arrastou para o espaço. Ela só queria voltar para o Arizona. Ele continua remoendo a culpa, mas é interrompido por uma transmissão de ninguém menos que seu famigerado irmão, o imperador Vulcano, que anuncia
notícias de casa.



Alex o pede, sem veemência, para que solte seus companheiros, e o irmão se surpreende por ele ainda não ter se dado por vencido, dizendo que assim ele o faz passar vergonha. Mas, como têm o mesmo sangue nas veias, ele decide que Alex tem o direito de saber o que o irmão mais velho dos dois anda fazendo.

Gabriel Summers começa pelo nascimento da primeira mutante após o Dia M, e a reação extrema dos Purificadores a ele. Conta que tudo que os X-Men representam se materializou naquela criança, o futuro da espécie mutante, e que Ciclope arriscou tudo para protegê-la. E que, apesar de tamanha mobilização, os heróis mutantes só conseguiram traição: Cable, sobrinho deles dois, os traiu sequestrando a bebê, enquanto outros enlouqueceram, como Bishop, que tentou assassiná-la. Tudo foi muito rápido, Scott acabou não dando conta do recado e foi o fim dos X-Men. Vulcano faz questão de dizer que seu desejo se realizou. Charles Xavier está morto. A bebê se perdeu, o futuro dos X-Men morreu.



Depois de reagir inicialmente com negação e mandar o irmão calar a boca, Alex se concentra por um instante e acaba dando uma risadinha. Isso irrita Vulcano, que ratifica o fato de que ele venceu, e não sobrou nada para Destrutor, ele e os amigos vão morrer ali. Quando ele pergunta se o irmão o está ouvindo, Alex responde que sim.

Xavier morreu e os X-Men acabaram, mas isso não importa, pois uma nova mutante significa um novo futuro, perspectiva, esperança. Manifestando seus poderes outra vez, Destrutor continua dizendo que, se uma nova mutante nasceu, nascerão outros e, enquanto estiver vivo, ele sabe que um dia vai pegar o irmão. A batalha está longe de terminar: isso só acontecerá quando ele encarar Vulcano nos olhos e arrancar seu coração.



Ideia Fixa
(Escrita por Duane Swierczynski e desenhada por Chris Burnham)

Quando nos recuperamos de um ferimento grave e não temos muita noção da realidade, uma ideia pode se fixar no cérebro, até durante o sono, e só nos resta revirar a cabeça atrás dela, pedaço por pedaço. Se obcecar pela idea. É o que Forge, o protagonista, conta, junto com sua história.



Estar dormindo ou acordado era indiferente, ele só pensava em componentes temporais. Se os X-Men estivessem ativos, ele teria com o que se distrair, outra forma de concentrar sua energia mental. Mas eles não estavam, e tudo que lhe restava era deitar, deixar o tempo passar e pensar em dispositivos cronológicos. Os componentes em que trabalhava eram tecnologia trazida por Cable do futuro. Usando engenharia reversa, ele fez grande avanço, antes do caos. Mas levar tiro e ter a cabeça esmagada deixou alguns brancos em sua memória. Ele precisava sair do hospital e se concentrar nas pesquisas. Se obtivesse êxito com os componentes temporais, poderia ajudar, talvez até apagar erros do passado recente.

Várias horas depois de, aparentemente, dar alta a si mesmo, Forge chegou ao Eagle Plaza, seu lar. Ele ignorou a imensa bagunça, que poderia arrumar depois. Era hora de concluir seu trabalho. Seu erro agora foi não ter verificado o laboratório com mais cuidado, e baixado a guarda outra vez. Brecha que Bishop, novamente infiltrado ali, aproveitou. Revidando seu ataque inicial, Forge aponta uma arma para seu ex-colega a fim de pará-lo. Bishop apenas afirma que não tem escolha e facilmente nocauteia o engenheiro.



De volta à narração, Forge afirma que todos temos escolha. Ele não sabe quanto tempo demorou, mas quando acordou, precisava saber qual era o objetivo do tira mutante do futuro ali, descobrir o que ele queria além da “bebê messias”. O que levou foi um braço robótico bem poderoso e tudo que pode encontrar da pesquisa de Forge sobre os componentes temporais de Cable, incluindo protótipos, peças sobressalentes, arquivos de computador e rascunhos. Quando percebeu que justamente o trabalho que se tornara objeto de sua obsessão estava perdido, Forge pegou a primeira coisa que encontrou – uma barra de ferro – e começou a cravar anotações no chão, a fim de registrar a ideia antes que fugisse para sempre. Ele não podia perdê-la de jeito nenhum...



Mas perdeu. Vários dias depois do último ataque, um Eagle Plaza restaurado e limpo é o cenário presente de onde a história era e é narrada. Forge, aparentando estar mais saudável física e mentalmente, teoriza que o fato de não ter conseguido desenvolver tal ideia pode ter a ver com a natureza das viagens temporais. Talvez as ideias não possam ser concebidas antes de seu tempo. Você pode tentar trapacear, mas o universo, no fim, apaga tudo, pondo as coisas em seu devido lugar. Forge conclui que ele talvez não possa fazer nada pelo passado ou futuro distante, e só lhe reste proteger o presente e garantir que nunca mais sejam invadidos. Ele finaliza dizendo que está cheio de ideias novas, agora. Tantas que seu cérebro nem sequer processa rápido o suficiente. Forge precisa de algum tempo, e não quer ser interrompido.



Isso é tudo, por enquanto. Para fechar a série Divididos Lutaremos, faltam apenas duas destas histórias, uma delas com potencial importância para uma certa especial mutante que devemos ler em breve. Mas é melhor não dizer mais nada, cada coisa a seu tempo. Fora isso, o simples fato de que a qualidade destas historias só aumenta é motivo mais do que suficiente para continuarmos torcendo para a editora finalizar devidamente a série, e não tornar pior a mancada de ter demorado tanto para publicar estes especiais.

Léo


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Re: X-Men Nº98 (Fevereiro/2010)

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